MTR Legal Advogados https://www.mtrlegal.com Seu escritório de advocacia full-service especializado em direito empresarial Tue, 30 Dec 2025 09:39:52 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 /wp-content/uploads/2023/06/mtrlegal-icon-mobile-150x150.png MTR Legal Advogados https://www.mtrlegal.com 32 32 Anúncios de emprego gratuitos no portal do distrito e o princípio do distanciamento do Estado https://www.mtrlegal.com/pt/anuncios-de-emprego-gratuitos-no-portal-do-distrito-e-o-principio-do-distanciamento-do-estado/ https://www.mtrlegal.com/pt/anuncios-de-emprego-gratuitos-no-portal-do-distrito-e-o-principio-do-distanciamento-do-estado/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:39:52 +0000 https://www.mtrlegal.com/kostenlose-stellenanzeigen-im-kreisportal-und-das-staatsferne-gebot/ Antecedentes do Processo

No centro do processo diante do Tribunal Federal de Justiça estava a questão de saber se é permitido a um distrito publicar anúncios de emprego de empresas privadas em seu portal de internet, sem cobrar uma taxa por isso. O ponto de partida foi a ação de uma editora de jornal, que considerou que esta oferta prejudicava sua liberdade de atividade econômica. A editora argumentou que a oferta digital gratuita do distrito colocava em risco a funcionalidade da imprensa livre e representava uma intervenção desleal no mercado.

Avaliação da Legalidade das Ofertas de Informação Municipal

Distanciamento do Estado e Funções da Imprensa

O Tribunal Federal de Justiça deixou claro que agentes estatais ou municipais, em geral, devem abster-se de atuar na área de disseminação de informações, desde que exista um mercado de imprensa privada suficientemente funcional. Este chamado distanciamento do Estado em relação à imprensa é um preceito constitucional, permitindo à imprensa cumprir sua função de controle independente. O tribunal destacou, nesse contexto, que não compete ao município fornecer informações gerais de natureza empresarial ou comercial, quando tal função já é, por exemplo, desempenhada por jornais diários.

Publicação de Anúncios de Emprego Empresariais

A disponibilização gratuita de um mercado digital de empregos pelo distrito em seu site excedeu, na visão do tribunal, o escopo permitido da atuação informativa pública. De acordo com a decisão, a apresentação de anúncios de emprego de empresas privadas não faz parte dos deveres municipais de informação relacionados à prestação de serviços essenciais à coletividade, mas envolve, em primeiro lugar, interesses econômicos que são tipicamente atribuídos à área de imprensa. Por isso, a publicação gratuita desses anúncios foi considerada uma interferência concorrencial inadmissível à luz do direito da concorrência.

Impactos para o Mercado da Imprensa e o Direito da Concorrência

A decisão do Tribunal Federal de Justiça é de fundamental importância para a delimitação entre ofertas de informação estatais e privadas. Confirma que instituições públicas não podem concorrer diretamente com agentes privados no setor de mídia, quando isso interfere no equilíbrio do mercado da imprensa. Aos meios de comunicação privados continua sendo assegurado um espaço jurídico protegido que visa garantir a concorrência e a independência da atividade jornalística.

Orientações Adicionais

A decisão do Tribunal Federal de Justiça (proc. I ZR 142/23, publicada em 25 de outubro de 2024) esclarece os requisitos para a separação entre interesses informativos públicos e privados e oferece orientação no campo de tensão entre comunicação pública municipal e imprensa livre. Editores e operadores de plataformas de informação municipal deverão, no futuro, observar rigorosamente os limites do seu âmbito de atuação permitido – especialmente no que se refere a atividades econômicas como a publicação de anúncios de emprego. Além disso, resta aguardar a evolução da jurisprudência sobre situações semelhantes.

A MTR Legal Rechtsanwälte possui ampla experiência na análise jurídica do comportamento de mercado de entidades públicas e empresas de mídia privadas. Para dúvidas aprofundadas sobre a delimitação entre comunicação pública e privada, bem como sobre o cumprimento das exigências do direito da concorrência, estamos à disposição na área de consultoria jurídica em direito da concorrência.

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Festa de Ano Novo no Kurhaus de Wiesbaden agora possível com gastronomia externa https://www.mtrlegal.com/pt/festa-de-ano-novo-no-kurhaus-de-wiesbaden-agora-possivel-com-gastronomia-externa/ https://www.mtrlegal.com/pt/festa-de-ano-novo-no-kurhaus-de-wiesbaden-agora-possivel-com-gastronomia-externa/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:39:24 +0000 https://www.mtrlegal.com/silvesterfeier-im-wiesbadener-kurhaus-jetzt-mit-externer-gastronomie-moeglich/ Evento de Ano Novo no Kurhaus Wiesbaden: Cidade pode delegar realização a terceiros

O Tribunal Regional Superior de Frankfurt am Main esclareceu, por decisão de 22 de dezembro de 2023 (processo: 2 W 56/23), que a cidade de Wiesbaden está autorizada a permitir que uma celebração de Ano Novo no Kurhaus, incluindo serviços gastronômicos, seja organizada por um promotor externo. O ponto central da controvérsia era se a concessão a uma empresa externa estaria de acordo com as obrigações contratuais do contrato de arrendamento operacional vigente.

Contexto do caso

A Kurhaus Wiesbaden GmbH é a arrendatária responsável pela gestão do Kurhaus. Uma empresa privada, que possui um contrato de arrendamento com a cidade, contestou a planejada festa de Ano Novo no Kurhaus. A crítica concentrava-se especialmente no fato de que os serviços gastronômicos não seriam prestados pela própria arrendatária, mas por um terceiro independente, sob responsabilidade organizacional. A arrendatária viu nisso uma violação de seu direito contratual de exclusividade referente aos serviços gastronômicos no Kurhaus.

Disputa judicial e decisão das instâncias

Pleito da parte requerida

O contrato de arrendamento contém uma cláusula pela qual a arrendatária, em princípio, possui o direito exclusivo de oferecer serviços gastronômicos no Kurhaus. A empresa privada buscou, por meio de um procedimento urgente, fazer valer essa disposição, impedindo que a realização da festa de Ano Novo ocorresse por meio de terceiros.

Fundamentos da decisão do Tribunal Regional Superior

O Tribunal Regional Superior de Frankfurt am Main concordou com a argumentação da cidade e rejeitou o pedido. Segundo o Tribunal, a proteção contratual da arrendatária não abrange toda e qualquer atividade gastronômica por terceiros. Especialmente em eventos independentes, cujo enfoque não está apenas no serviço gastronômico, mas também na organização geral do evento, incluindo componentes culturais e sociais, a cidade de Wiesbaden mantém liberdade de atuação.

O Tribunal concluiu que, no caso em questão, a festa de Ano Novo planejada deve ser considerada um evento independente, que pode ser realizado por um promotor externo. O simples fato de que nesse evento também sejam prestados serviços gastronômicos não leva, necessariamente, a uma violação dos direitos de exclusividade do contrato de arrendamento.

Consequências e outros desdobramentos

O Tribunal Regional Superior confirmou que a cidade de Wiesbaden pode continuar a atribuir a terceiros eventos cujo caráter geral vai além da mera oferta gastronômica. A decisão contribui para delimitar mais precisamente a diferença entre contratos clássicos de arrendamento de serviços gastronômicos e a organização independente de eventos.

Como decisões em procedimentos cautelares estão sempre sujeitas a uma análise definitiva no processo principal, o procedimento ainda não foi concluído de forma definitiva (Fonte: OLG Frankfurt am Main, decisão de 22.12.2023, processo: 2 W 56/23).

Perguntas sobre a realização de eventos externos em contratos de arrendamento

A ponderação diferenciada pelo Tribunal Regional Superior de Frankfurt evidencia a complexa classificação jurídica de serviços de eventos e gastronomia dentro de contratos de arrendamento existentes. Empresas e organizadores estão, diante de decisões como essa, bem aconselhados a analisar cuidadosamente deveres e direitos em constelações contratuais complexas. Em caso de dúvidas quanto à estruturação e à reivindicação de direitos contratuais, recomenda-se uma assessoria jurídica qualificada em direito contratual prestada por escritórios especializados como a MTR Legal. Mais informações: Assessoria jurídica em direito contratual.

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BGH solicita ao TJUE esclarecimento sobre direitos autorais na questão do sampling e do pastiche https://www.mtrlegal.com/pt/bgh-solicita-ao-tjue-esclarecimento-sobre-direitos-autorais-na-questao-do-sampling-e-do-pastiche/ https://www.mtrlegal.com/pt/bgh-solicita-ao-tjue-esclarecimento-sobre-direitos-autorais-na-questao-do-sampling-e-do-pastiche/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:38:59 +0000 https://www.mtrlegal.com/bgh-bittet-eugh-um-klaerung-zum-urheberrecht-bei-sampling-und-pastiche/ Contexto da disputa judicial sobre o sampling musical

O Bundesgerichtshof (BGH – Supremo Tribunal Federal da Alemanha) analisou recentemente novamente a questão da proteção dos direitos autorais para sequências musicais. O foco recai sobre a apropriação de uma sequência sonora de uma composição do renomado grupo Kraftwerk, que foi objeto de reutilização artística (“sampling”) por um terceiro. Esse contexto leva a um exame fundamental sobre em quais condições e dentro de quais limites é permitida a utilização de elementos de obras de terceiros.

Apreciação jurídica da apropriação de sequências sonoras alheias

Questão central do uso sem autorização

No processo torna-se claro o conflito entre a proteção da propriedade intelectual e a liberdade artística. É especialmente relevante saber se uma breve sequência sonora – como no caso em questão – permanece sob os direitos exclusivos do autor ou se sua apropriação no âmbito de trabalhos criativos próprios pode ser permitida sem autorização expressa.

Conceito de “pastiche” no direito da União Europeia

É de importância central a interpretação do termo “pastiche” nos termos do art. 5(3)(k) da Diretiva de Direitos Autorais (2001/29/CE). O conceito ainda não está claramente definido a nível europeu e levanta diversas questões interpretativas que têm grande relevância prática. Diante disso, o BGH suspendeu o processo e submeteu ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) várias questões para decisão prévia sobre o alcance material do pastiche.

Perguntas preliminares ao Tribunal de Justiça da União Europeia

O BGH questiona em especial como o termo “pastiche” deve ser interpretado no contexto das limitações aos direitos autorais em toda a União e quais padrões devem ser aplicados para uma apropriação permitida de trechos de obras de terceiros. Essa definição é especialmente necessária porque a interpretação do termo varia entre os Estados-Membros e a delimitação em relação a outras exceções aos direitos autorais – como citação ou paródia – nem sempre é clara.

No contexto da apropriação contestada das sequências sonoras, será decisivo para os envolvidos e para decisões futuras quais critérios o TJUE estabelecerá para distinguir o pastiche de outras limitações aos direitos autorais e se serão definidos requisitos específicos para a imitação artística e o tratamento de obras já existentes.

Impactos práticos e desenvolvimento futuro do processo

Enquanto não houver decisão do TJUE, permanece incerto se, e até que ponto, a utilização de passagens musicais de terceiros sem autorização é juridicamente permitida. O desfecho do processo também servirá de parâmetro essencial para futuras criações e formas de uso no setor musical. A presunção de inocência e o andamento do processo devem ser considerados, permanecendo em aberto avaliações definitivas sobre a situação jurídica até a decisão final (Fonte: urteile.news).

Diante da complexidade da evolução do direito autoral europeu, recomenda-se a empresas, investidores e titulares de patrimônio que se defrontam com questões de direitos autorais, realizar sempre uma análise fundamentada da situação fática e jurídica correspondente. MTR Legal Rechtsanwälte possui ampla experiência prática no assessoramento em todas as áreas da propriedade intelectual e oferece suporte qualificado. Para mais informações, acesse nossa página de consultoria jurídica em direito autoral.

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Titular da conexão é responsável por violação de direitos autorais mesmo sem informações https://www.mtrlegal.com/pt/titular-da-conexao-e-responsavel-por-violacao-de-direitos-autorais-mesmo-sem-informacoes/ https://www.mtrlegal.com/pt/titular-da-conexao-e-responsavel-por-violacao-de-direitos-autorais-mesmo-sem-informacoes/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:38:36 +0000 https://www.mtrlegal.com/anschlussinhaber-haftet-bei-urheberrechtsverstoss-trotz-fehlender-infos/ Responsabilidade do titular da conexão por violações de direitos autorais cometidas por terceiros

A atribuição de violações de direitos autorais por meio de uma conexão de internet é regularmente objeto de litígios judiciais. Um caso de destaque no Tribunal de Stuttgart (Processo nº 3 C 2844/20) esclarece os limites do dever secundário de apresentação de fatos pelo titular da conexão, que é responsabilizado por uma suposta violação de direitos autorais. A decisão judicial foi publicada em 6 de janeiro de 2021 (Fonte: urteile.news).

Exigências relativas à exposição do titular da conexão

Âmbito do dever secundário de apresentação de fatos

Se o titular de uma conexão de internet é responsabilizado como autor por uma suposta violação de direitos autorais, sendo acionado judicialmente para cessação e/ou indenização, cabe a ele um chamado dever secundário de apresentação. Isso exige uma exposição verificável sobre se e quais outras pessoas podem ter cometido a infração. O tribunal deixou claro que esse dever se limita quando o titular da conexão não possui informações adicionais razoáveis sobre o verdadeiro responsável pela infração.

Sem obrigação de identificar endereços citáveis

O Tribunal de Stuttgart esclareceu que o titular da conexão não é obrigado, nem legal nem de fato, a identificar o endereço citável de um potencial terceiro responsável, caso não tenha conhecimento desse dado. A apreciação judicial fundamenta-se no princípio de que o dever secundário de apresentação não gera uma obrigação de investigação, mas apenas impõe o dever de informar eventuais conhecimentos próprios.

Distribuição do ônus da prova no direito autoral

Ineficácia de um dever de colaboração mais amplo

A decisão ressalta que, em princípio, não é tarefa do titular da conexão demandado realizar investigações além da mera indicação, a fim de, por exemplo, esclarecer o endereço residencial atual de possíveis terceiros responsáveis. Tal obrigação de investigação não encontra respaldo legal e comprometeria, de forma inadmissível, o princípio da presunção de inocência.

Relevância para a defesa jurídica

A situação jurídica vigente prevê que o autor da ação – por exemplo, um detentor de direitos – deve continuar comprovando que o titular da conexão pode ser considerado o autor da infração ou demonstrar de forma plausível que a conduta atribuída a ele é de fato de sua responsabilidade. O simples fato de não apresentar um endereço citável de terceiros eventualmente envolvidos não acarreta uma responsabilidade ampliada para o titular da conexão.

Relevância para processos com múltiplos possíveis autores

Se, além do titular da conexão, outras pessoas com acesso à internet – como familiares ou coabitantes – também forem consideradas, o dever secundário de apresentação do titular da conexão limita-se à comunicação das circunstâncias que lhe são conhecidas ou razoáveis. Endereços desconhecidos não precisam ser obtidos ou informados, desde que o titular da conexão não tenha conhecimento deles.

Conclusão

O esclarecimento judicial evita um ônus excessivo ao titular da conexão em disputas civis sobre direitos autorais e garante o equilíbrio necessário entre os interesses dos titulares dos direitos e os direitos dos usuários particulares ou empresariais da conexão. Em processos com vários possíveis responsáveis, recomenda-se, entretanto, uma exposição precisa e adequada às circunstâncias, para minimizar riscos.

Em caso de dúvidas sobre a responsabilidade relacionada ao uso de conexões de internet ou sobre o dever secundário de apresentação no processo civil, recomendamos considerar uma assessoria jurídica completa. O escritório MTR Legal Rechtsanwälte oferece suporte detalhado em todos os aspectos do litígio judicial. Mais informações em Processo judicial.

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Cancelamento na Sky Deutschland: configuração do botão é ilegal https://www.mtrlegal.com/pt/cancelamento-na-sky-deutschland-configuracao-do-botao-e-ilegal/ https://www.mtrlegal.com/pt/cancelamento-na-sky-deutschland-configuracao-do-botao-e-ilegal/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:37:57 +0000 https://www.mtrlegal.com/kuendigung-bei-sky-deutschland-gestaltung-des-buttons-ist-rechtswidrig/ Decisão do Tribunal Regional de Munique I sobre a configuração dos botões de cancelamento

O Tribunal Regional de Munique I decidiu, na sentença de 09.11.2023 (Processo nº 12 O 4127/23), que a Sky Deutschland não implementou de forma suficiente as exigências legais para garantir um processo de cancelamento simples e transparente. O design do botão de cancelamento na plataforma online da Sky foi considerado não conforme com os requisitos do Código Civil Alemão.

Contexto da regulamentação legal

Para proteger os interesses dos consumidores, a lei, no § 312k do BGB, determina que os provedores que permitem a celebração de contratos de prestação continuada através de processos comerciais eletrônicos devem disponibilizar um mecanismo de retirada claramente identificado na forma de um botão de cancelamento. O objetivo dessa norma é possibilitar aos assinantes ou usuários um encerramento de contrato simples e imediato.

Configuração do processo de cancelamento na Sky

Design e procedimentos na plataforma

O centro da controvérsia foi o design específico do site da Sky. Apesar da existência de um botão de cancelamento online, este não encaminhava imediatamente o usuário por um processo de cancelamento claro e compreensível, mas direcionava inicialmente para um formulário de login prévio. Somente após o preenchimento de dados pessoais e outros passos de navegação o cancelamento poderia ser definitivamente declarado.

Avaliação pelo tribunal

O Tribunal Regional de Munique I avaliou que esses obstáculos técnicos e organizacionais dificultam injustificadamente o acesso ao encerramento do contrato. Em especial, a exigência de preencher um formulário separado, do ponto de vista do tribunal, violou o objetivo de proteção do § 312k do BGB. Consumidores são, de fato, impedidos em sua possibilidade de encerrar contratos de modo descomplicado.

Implicações jurídicas da decisão

Significado para provedores de serviços online

Os requisitos obrigatórios para um botão de cancelamento foram novamente ressaltados pela Câmara. Segundo o tribunal, é imprescindível garantir que o encerramento contratual seja possível de forma digital sem etapas intermediárias desnecessárias ou exigências adicionais. O descumprimento desses requisitos pode ser considerado uma desvantagem inadmissível aos usuários e, portanto, caracterizado como concorrência desleal.

Posição da Sky Deutschland no processo

Ressalta-se que contra a decisão cabem recursos e que, no momento da publicação, o processo não deve ser considerado definitivo. As informações sobre a situação fática e jurídica são, portanto, dadas sob reserva de definições judiciais finais. Fonte: LG München I, decisão de 09.11.2023, Processo nº 12 O 4127/23, urteile.news.

Conclusão e orientação

A decisão evidencia a relevância da transparência dos processos digitais de cancelamento e enfatiza que as empresas devem cumprir integralmente as exigências legais a esse respeito. Para empresas e operadores de plataformas, derivam-se obrigações essenciais quanto à condução do usuário e à possibilidade de encerramento de contratos.

Para empresas ou responsáveis que identifiquem a necessidade de ação ou tenham dúvidas quanto à configuração de mecanismos digitais de rescisão contratual, recomenda-se buscar apoio profissional em direito da tecnologia da informação. Mais informações e suporte individualizado são oferecidos pela MTR Legal na área Consultoria jurídica em Direito da TI.

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Compreenda os riscos de notificações extrajudiciais sobre trilhas sonoras do Instagram para empresas https://www.mtrlegal.com/pt/compreenda-os-riscos-de-notificacoes-extrajudiciais-sobre-trilhas-sonoras-do-instagram-para-empresas/ https://www.mtrlegal.com/pt/compreenda-os-riscos-de-notificacoes-extrajudiciais-sobre-trilhas-sonoras-do-instagram-para-empresas/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:37:30 +0000 https://www.mtrlegal.com/abmahnrisiken-bei-instagram-tonspuren-fuer-unternehmen-verstehen/ Aumento de notificações extrajudiciais relacionadas a trilhas sonoras do Instagram

O uso de trechos musicais como fundo sonoro em postagens próprias no Instagram tornou-se, para muitas empresas e organizações, um instrumento comum para ampliar o alcance e comunicar a marca. Ultimamente, porém, têm se multiplicado relatos de que titulares de direitos, por meio de representações legais, estão notificando perfis empresariais por alegada utilização não licenciada de obras musicais em contexto comercial.

Contexto: Requisitos de direitos autorais e licenciamento

Condições de uso no setor B2B

No Instagram está disponível uma ampla seleção de músicas também por meio da função “adesivo de música”. No entanto, é importante observar que os contratos de licença vigentes normalmente abrangem apenas o uso pessoal e não comercial dessas faixas. O uso comercial – por exemplo, em perfis de empresas ou autônomos promovendo seus serviços – geralmente exige uma licença específica. Na ausência desses direitos, acrescentar música a publicações promocionais próprias pode ser considerado uma violação dos direitos autorais e conexos.

Medidas legais dos titulares de direitos

Recentemente, órgãos de fiscalização dos direitos têm reivindicado com mais frequência pedidos contra empresas que supostamente incorporaram músicas protegidas em suas presenças nas redes sociais. As notificações normalmente exigem uma declaração de cessação com penalidade, indenização e reembolso dos custos jurídicos incorridos. As provas são documentadas por publicações armazenadas ou arquivadas.

Particularidades para empresas e prestadores de serviços

Sem proteção por licença padrão

A suposição de que os mecanismos de seleção integrados ao aplicativo do Instagram garantem uma autorização geral para uso comercial é, de acordo com avaliações recentes, geralmente equivocada. A licença padrão não cobre o uso para fins de publicidade e marketing em contas com fins comerciais. Isso resulta em maior insegurança jurídica para empresas que utilizam conteúdos musicais sem adquirir direitos específicos.

Consequências de notificações e processos em andamento

Os destinatários dessas notificações frequentemente enfrentam demandas significativas. Em casos isolados, usuários afetados contestam judicialmente tais reivindicações. Conforme informações públicas (ver, por exemplo, juraforum.de, referência: data de publicação do artigo, fonte), alguns processos ainda estão em aberto; aplica-se a presunção de inocência para as partes envolvidas. Até que haja decisões definitivas, permanece a incerteza jurídica quanto ao alcance das licenças de plataforma vigentes.

Reflexões preventivas para empresas no ambiente digital

Diante da atual situação jurídica e da aplicação cada vez mais rigorosa dos direitos em plataformas como o Instagram, ganha importância a análise criteriosa dos direitos de uso dos conteúdos de mídia incorporados. Empresas e organizações devem se manter continuamente informadas sobre as evoluções legais relevantes e estruturar de forma segura seu posicionamento nas redes sociais.

Aqueles que enfrentam situações semelhantes ou notificações, ou que têm dúvidas sobre o uso de conteúdos protegidos por direitos autorais, devem considerar buscar apoio jurídico qualificado para proteger seus interesses em questões complexas. Informações detalhadas e suporte sobre proteção de conteúdos musicais e de mídia estão disponíveis no seguinte link para assessoria jurídica em Direito de Propriedade Intelectual da MTR Legal Rechtsanwälte.

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Oportunidades e possibilidades da gestão própria em processos de insolvência https://www.mtrlegal.com/pt/oportunidades-e-possibilidades-da-gestao-propria-em-processos-de-insolvencia/ https://www.mtrlegal.com/pt/oportunidades-e-possibilidades-da-gestao-propria-em-processos-de-insolvencia/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:37:05 +0000 https://www.mtrlegal.com/chancen-und-moeglichkeiten-der-eigenverwaltung-bei-insolvenzprozessen/ Gestão própria como opção de estruturação no processo de insolvência

A gestão própria representa uma modalidade especial do procedimento de insolvência, na qual o devedor permanece apto a administrar os negócios de sua empresa durante todo o processo. Em contraste com a insolvência tradicional, que costuma nomear um administrador judicial com amplos poderes e deveres, a gestão permanece, na gestão própria, majoritariamente com a administração da empresa. Assim, a gestão própria abre espaço para que as empresas possam conduzir, de maneira autônoma, as medidas de reestruturação necessárias.

Bases legais e requisitos para admissão

A possibilidade da gestão própria tem por fundamento as disposições da Lei de Insolvência Alemã (InsO). De acordo com o § 270 InsO, o tribunal de insolvência pode determinar a gestão própria, desde que não haja indícios de que haja prejuízo aos interesses dos credores. O tribunal permanece obrigado a realizar uma análise cuidadosa dos requisitos e dos riscos potenciais no caso concreto.

A decretação da gestão própria normalmente exige um pedido do devedor. O tribunal pode concordar com tal pedido caso seja possível esperar uma condução regular e contínua dos negócios e não existam indícios concretos de abuso ou risco aos interesses dos credores.

Vantagens da gestão própria em relação ao processo regular de insolvência

Preservação das estruturas decisórias empresariais

Uma característica central da gestão própria é a manutenção da função diretiva pela administração habitual da empresa. Com isso, o know-how já existente na empresa pode ser utilizado mesmo em tempos de crise e a capacidade de ação é preservada. A administração pode adaptar medidas operacionais e estratégicas à dinâmica do processo, sem depender da aprovação de um administrador judicial externo.

Possibilidades para uma reestruturação ativa

A gestão própria favorece estratégias de reestruturação sustentáveis. No contexto do procedimento, a empresa pode, por exemplo, ajustar relações jurídicas existentes e, com apoio de um administrador judicial supervisionador, elaborar uma solução de plano de insolvência adaptada aos interesses empresariais. A assembleia de credores mantém aqui um papel central, garantindo a proteção dos direitos dos credores.

Facilitação das chances de recuperação

Em combinação com o regime especial do chamado procedimento de escudo protetor (§ 270b InsO), aumentam na gestão própria as chances de uma reabilitação empresarial bem-sucedida. A preservação das estruturas de gestão existentes permite combinar os efeitos positivos da insolvência – como a possibilidade de ajustar contratos de longa duração – com as vantagens da autonomia. Um diálogo transparente com credores e parceiros de negócios pode ainda fortalecer a confiança na empresa.

Reforço da proteção dos credores através do administrador

Embora a administração mantenha suas competências na gestão própria, ela está sujeita à supervisão por um administrador judicial nomeado pelo tribunal. Esse profissional assegura o cumprimento dos requisitos legais e protege os interesses do conjunto dos credores. A responsabilidade pela condução do procedimento permanece, assim, com o devedor, mas o controle externo proporciona segurança adicional aos interesses dos credores.

Considerações sobre a gestão própria no contexto da insolvência

A decisão pela gestão própria no processo de insolvência exige uma análise cuidadosa da situação específica da empresa. A autonomia remanescente da administração apresenta potenciais significativos, cuja concretização é influenciada por diversos fatores jurídicos e econômicos. Especialmente no âmbito empresarial, a gestão própria é um instrumento com múltiplas possibilidades de estruturação, em que o equilíbrio entre continuidade, reestruturação e proteção dos credores é central.

Para informações adicionais sobre a gestão própria e suas implicações – sobretudo diante de exigências específicas do direito empresarial ou de setores econômicos – recomenda-se buscar apoio especializado. Uma consultoria jurídica individualizada em direito da insolvência pela MTR Legal pode ajudar a examinar de forma sistemática as opções e os parâmetros legais, além de avaliar as alternativas de maneira fundamentada. Informações complementares podem ser encontradas em Consultoria jurídica em direito da insolvência.

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O direito do proprietário do imóvel à manutenção não prescreve em caso de descumprimento da obrigação https://www.mtrlegal.com/pt/o-direito-do-proprietario-do-imovel-a-manutencao-nao-prescreve-em-caso-de-descumprimento-da-obrigacao/ https://www.mtrlegal.com/pt/o-direito-do-proprietario-do-imovel-a-manutencao-nao-prescreve-em-caso-de-descumprimento-da-obrigacao/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:36:34 +0000 https://www.mtrlegal.com/anspruch-des-grundstueckseigentuemers-auf-instandhaltung-verjaehrt-nicht-bei-pflichtverstoss/ Persistência da obrigação de manutenção do titular do direito de superfície

No contexto da utilização contínua de terrenos no âmbito de relações de direito de superfície, a questão da obrigação de manutenção ocupa uma posição central. De acordo com a recente decisão do Tribunal Federal de Justiça (BGH) de 31 de janeiro de 2024 (Proc. V ZR 21/24), está definido que a reivindicação do proprietário do imóvel pela adequada manutenção da estrutura do edifício contra o titular do direito de superfície não está sujeita a regime de prescrição.

Continuidade da obrigação

O elemento central da decisão consiste no fato de que a obrigação de conservação e manutenção é uma obrigação acessória contínua no âmbito do direito de superfície. Ela visa garantir, durante toda a vigência do direito de superfície, a utilização adequada do terreno. O descumprimento dessa obrigação contínua pelo titular do direito de superfície não gera um direito isolado e independentemente prescrível, mas leva a um direito permanente e recorrente do proprietário à satisfação das obrigações de manutenção.

Não há prescrição de direitos isolados de cumprimento

Distinção em relação a direitos de indenização

O Tribunal Federal de Justiça esclareceu que apenas os direitos voltados para indenização por danos, decorrentes de violação de dever do titular do direito de superfície, estão sujeitos à prescrição regular. No entanto, os direitos que se referem originalmente ao cumprimento da obrigação de manutenção constituem uma obrigação duradoura e, por isso, não estão sujeitos a uma prescrição autônoma. Assim, o proprietário pode exigir a execução de medidas de manutenção pendentes enquanto durar o direito de superfície, sem que tenha que se submeter a uma eventual prescrição.

Impactos para a elaboração contratual

No âmbito dos contratos de direito de superfície, esta decisão tem relevância especial. As partes devem considerar a natureza duradoura da obrigação de manutenção ao formularem as respectivas cláusulas. É importante observar que o titular do direito de superfície permanece obrigado, mesmo muito tempo após a celebração do contrato, a tomar medidas para manter o edifício em condição adequada e conforme ao contrato.

Consequências práticas para proprietários e titulares do direito de superfície

Vigência da obrigação de manutenção

A conclusão do tribunal deixa claro que o proprietário do imóvel não precisa temer limitações de tempo para reivindicar medidas de manutenção. Danos já ocorridos ou omissões não constituem um direito sujeito a prazo curto. Ao contrário, o titular do direito de superfície permanece vinculado, durante toda a vigência do contrato, a cumprir consistentemente todas as exigências de manutenção.

Para relações de direito de superfície vigentes ou futuras, isso implica um foco maior no cumprimento contínuo das obrigações contratuais de conservação — tanto no interesse de um conceito de utilização funcional quanto para preservar o valor do terreno e da edificação construída.


Para empresas, investidores e pessoas físicas com patrimônio relevante que tenham dúvidas sobre obrigações de manutenção e sua execução no âmbito do direito de superfície, recomenda-se um acompanhamento jurídico individualizado. Por meio da nossa página de assessoria jurídica em direito imobiliário, os especialistas da MTR Legal Rechtsanwälte estão à sua disposição.

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Consulta de autos dificultada em sala de porão apertada durante a pandemia de coronavírus https://www.mtrlegal.com/pt/consulta-de-autos-dificultada-em-sala-de-porao-apertada-durante-a-pandemia-de-coronavirus/ https://www.mtrlegal.com/pt/consulta-de-autos-dificultada-em-sala-de-porao-apertada-durante-a-pandemia-de-coronavirus/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:36:11 +0000 https://www.mtrlegal.com/akteneinsicht-in-engem-kellerraum-waehrend-corona-pandemie-erschwert/ Desafios da consulta de autos em tempos de pandemia

A garantia da consulta de autos é um direito processual central que assiste a todas as partes para a preparação da defesa ou do exercício do direito. No entanto, durante a pandemia de COVID-19 surgem desafios especiais quanto à realização prática da consulta presencial. Isto foi evidenciado por uma decisão do Tribunal Superior Regional de Frankfurt am Main (Proc. n.º 21 W 137/20), que tratou da razoabilidade da consulta de autos em uma sala de porão apertada durante a pandemia.

Condições para a consulta de autos

Situação espacial

No processo em questão, foi concedido a uma parte o direito de consulta exclusivamente em uma sala de porão de cerca de 13 metros quadrados. Outras alternativas, como o envio dos autos ou a disponibilização de cópias digitais, não foram oferecidas. As condições do local forneciam apenas uma possibilidade muito limitada de cumprir a exigência de distanciamento imposta pelas medidas de proteção sanitária então vigentes.

Regras de higiene e proteção da saúde

Ao mesmo tempo, estavam em primeiro plano as normas de proteção contra infecções vigentes à época da decisão. O Tribunal Superior Regional examinou em que medida a obrigação de garantir a consulta de autos poderia ser conciliada com as exigências de proteção da saúde. O tamanho e localização da sala do porão, segundo o tribunal, não forneciam proteção suficiente para minimizar o risco de infecção.

Apreciação pelo Tribunal Superior Regional de Frankfurt am Main

O tribunal deixou claro que a obrigação de garantir a consulta de autos não pode ser suspensa. No entanto, a consulta deve ocorrer em condições razoáveis. Uma referência permanente a espaços confinados e mal ventilados, sem consideração pelos interesses de saúde relacionados à pandemia, é inaceitável. Em especial, diante das medidas de proteção exigidas, é necessário adaptar as modalidades de consulta de autos.

O tribunal ressaltou que a efetividade da jurisdição deve ser sempre avaliada à luz da proporcionalidade e do dever de cuidado para com a saúde dos envolvidos. A estrita vinculação às condições reais das salas de audiências e de consulta de autos deve, em situações de pandemia, ser objeto de ponderação especialmente cuidadosa.

Consequências para as partes do processo

A decisão judicial deixa claro que o mero acesso aos autos em condições espaciais inadequadas não é suficiente. Especialmente quando, devido à situação do espaço, não é possível cumprir as normas gerais relativas à pandemia, o direito à consulta de autos pode ser prejudicado. Nesses casos, as partes mantêm o direito de reivindicar modalidades alternativas de consulta.

Perspectivas e relevância jurídica

A decisão do Tribunal Superior Regional de Frankfurt am Main evidencia a importância de um tratamento adequado da obrigação de garantir a consulta de autos em situações excepcionais. Observar a proteção da saúde constitui um componente essencial para assegurar a posição processual das partes e o acesso ao judiciário, sem negligenciar os legítimos interesses dos envolvidos (Decisão de 19.11.2020, Proc. n.º 21 W 137/20).

Para empresas, investidores e pessoas físicas de alto patrimônio, que enfrentam desafios semelhantes em litígios comerciais ou societários, podem surgir diversas questões quanto à condução correta do processo. Caso haja necessidade de mais informações, nosso escritório pode oferecer pontos de partida para uma análise orientada à solução no âmbito de uma consultoria jurídica individual em direito comercial.

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Tribunal Regional de Düsseldorf decide: Ex-gestores da Messe não respondem por prejuízos https://www.mtrlegal.com/pt/tribunal-regional-de-duesseldorf-decide-ex-gestores-da-messe-nao-respondem-por-prejuizos/ https://www.mtrlegal.com/pt/tribunal-regional-de-duesseldorf-decide-ex-gestores-da-messe-nao-respondem-por-prejuizos/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:35:49 +0000 https://www.mtrlegal.com/lg-duesseldorf-entscheidet-keine-haftung-ehemaliger-messe-geschaeftsfuehrer-fuer-verluste/

Sem responsabilidade de ex-gestores por prejuízos da Messe Düsseldorf – Decisão do Tribunal Regional de Düsseldorf

O Tribunal Regional de Düsseldorf decidiu, em 27 de maio de 2005, que ex-gestores da Messe Düsseldorf não respondem pessoalmente pelos prejuízos sofridos pela sociedade no exercício social em questão. A ação movida contra os antigos membros do órgão foi, assim, rejeitada (Processo nº 39 O 73/04).

Contexto do processo

A decisão teve por base a ação da Messe Düsseldorf, enquanto sociedade, contra os seus antigos gestores. A sociedade requeria indenização por danos de valor considerável, alegando prejuízos contábeis relativos ao período em questão. Segundo a sociedade, os gestores anteriores teriam violado seus deveres como membros do órgão de administração, ocasionando assim um prejuízo financeiro.

Exame da responsabilidade do órgão

O ponto central era saber se, naquele caso concreto, caberia responsabilização dos ex-gestores com base no § 43, parágrafo 2 da GmbHG. O tribunal analisou os deveres de diligência do gestor, levando em conta obrigações de controle e supervisão, bem como a necessidade de medidas adequadas para evitar danos ao patrimônio da sociedade. Entre as funções do gestor está a administração da empresa conforme os princípios de boa gestão e a proteção do patrimônio social.

Decisão do Tribunal Regional de Düsseldorf

O tribunal afastou a ocorrência de violação de deveres por parte dos ex-gestores. Não foi possível constatar que teriam descumprido seus deveres de diligência em relação aos prejuízos empresariais demonstrados no balanço anual ou deixado de praticar atos obrigatórios. Na ótica do tribunal, as decisões do órgão estavam abrangidas pela margem de discricionariedade empresarial (a chamada ‘Business Judgment Rule’). Além disso, não havia indícios concretos que fundamentassem responsabilidade pessoal. A ação foi, portanto, julgada improcedente.

Significado da decisão para membros de órgãos de sociedades de capital

A decisão destaca que nem todo desenvolvimento econômico negativo ou prejuízo no balanço leva necessariamente à responsabilização da administração. É indispensável comprovar a violação de um dever e que daí decorre um dano mensurável. Os tribunais fazem, em tais casos, uma análise diferenciada dos fatos e dos deveres de diligência envolvidos.

Para sociedades e membros de órgãos, recomenda-se revisar e documentar continuamente estruturas internas e processos decisórios conforme as normas legais, a fim de prevenir riscos de responsabilidade.

Para esclarecimentos jurídicos adicionais sobre responsabilidade de órgãos e deveres no direito societário, a equipe da MTR Legal permanece à disposição como contato. Mais informações podem ser encontradas em Assessoria jurídica em direito societário.

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Direito de criança menor a título de pensão sem limitação de prazo https://www.mtrlegal.com/pt/direito-de-crianca-menor-a-titulo-de-pensao-sem-limitacao-de-prazo/ https://www.mtrlegal.com/pt/direito-de-crianca-menor-a-titulo-de-pensao-sem-limitacao-de-prazo/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:35:33 +0000 https://www.mtrlegal.com/anspruch-minderjaehriges-kind-auf-unbefristeten-unterhaltstitel/ Direito de filhos menores a um título de pensão alimentícia sem prazo determinado

De acordo com uma recente decisão do Tribunal Regional de Bamberg (Processo n.º 2 UF 14/18), crianças menores de idade possuem o direito permanente de exigir que o responsável pelo pagamento de pensão alimentícia estabeleça um título de pensão sem limite de prazo. Assim, foi reforçada a importância do título sem prazo para garantir os pagamentos de pensão alimentícia a menores.

Contexto do processo

No caso em questão, a representante legal de uma criança menor solicitou a emissão de um título de pensão alimentícia sem limitação temporal contra o responsável pelo pagamento em dinheiro. O genitor obrigado já havia reconhecido um valor de pensão ajustado automaticamente, mas apenas de forma temporária, com a justificativa de que o título deveria valer somente até a maioridade do filho. Por outro lado, a parte contrária argumentou existir um interesse protegido contínuo por um título sem prazo.

Decisão do Tribunal Regional

O Tribunal de Bamberg atendeu ao pedido da criança e reconheceu expressamente seu direito ao título sem prazo. O tribunal enfatizou que limitar o título até a provável data em que a criança complete 18 anos não está em conformidade com os requisitos legais. O título de pensão serve para garantir futuros direitos, mesmo quando não é possível prever de antemão se o responsável continuará obrigado após a maioridade.

Um título temporário pode ser justificado apenas em casos excepcionais, quando o direito à pensão termina inequivocamente com a maioridade. Isso, porém, só deve ser considerado em circunstâncias excepcionais, que não estavam presentes no caso analisado.

Justificativa do direito permanente

O Tribunal de Bamberg destacou que a proteção da criança menor, considerada especialmente necessitada de pensão, deve estar em primeiro plano. Um título de pensão temporário implica o risco para a criança de depender da obtenção de um novo título após o término do prazo, o que está associado a consideráveis inseguranças jurídicas e práticas. Portanto, para uma garantia confiável dos direitos alimentares, apenas um título sem limitação de prazo atende ao melhor interesse da criança.

O tribunal também ressaltou que o devedor não sofre prejuízo, pois ajustes ou o cancelamento posterior do título continuam sendo possíveis por meio de processo de alteração, por exemplo, em caso de mudança significativa das circunstâncias fáticas ou jurídicas.

Importância para a prática

A decisão ressalta a importância do título de pensão sem prazo para crianças menores, como forma de garantir permanentemente os direitos alimentares, e estabelece padrões elevados para a aceitação de títulos temporários no âmbito da pensão alimentícia infantil. A decisão pode impactar casos semelhantes e enfatiza a proteção dos menores com direito à pensão.

Para todas as questões jurídicas relacionadas a direitos alimentares, especialmente quanto à limitação ou ausência de limitação de títulos de pensão, bem como para a proteção de posições jurídicas no âmbito do direito de família, recomenda-se uma análise jurídica individual e fundamentada. Mais informações e a possibilidade de consultoria jurídica individual em direito de família estão disponíveis em Consultoria jurídica em direito de família.

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Impugnação da herança por erro sobre o endividamento do espólio é possível https://www.mtrlegal.com/pt/impugnacao-da-heranca-por-erro-sobre-o-endividamento-do-espolio-e-possivel/ https://www.mtrlegal.com/pt/impugnacao-da-heranca-por-erro-sobre-o-endividamento-do-espolio-e-possivel/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:35:08 +0000 https://www.mtrlegal.com/anfechtung-der-erbschaft-bei-irrtum-ueber-nachlassverschuldung-moeglich-2/ A aceitação de uma herança é, em regra, vinculativa, mas pode, em determinadas circunstâncias, ser posteriormente contestada. O Tribunal Regional de Frankenthal (Pfalz) esclareceu, em decisão de 1º de abril de 2025, em processo cível (Az. 8 O 189/24), que um erro quanto ao endividamento real do espólio – nomeadamente sobre a obrigação de arcar com os custos do funeral – pode ser relevante para fundamentar a impugnação da aceitação da herança.

Erro quanto à extensão das dívidas do espólio

Principais fundamentos da decisão do tribunal

No caso em questão, a herdeira acreditava não existir para si a obrigação de custear o funeral e que não incidiria sobre ela outras dívidas do espólio. Após a aceitação da herança, ficou comprovado que, enquanto herdeira, ela era legalmente responsável pelos custos do funeral. O tribunal avaliou se esse erro era relevante a ponto de tornar a declaração de aceitação anulável por erro, conforme as disposições aplicáveis do BGB.

Na opinião da câmara, um erro quanto à composição das dívidas do espólio configura, via de regra, um erro sobre o conteúdo da declaração, que permite sua impugnação. Situações em que o espólio abrange não apenas ativos, mas também obrigações em curso – especialmente relativas ao dever de custear o funeral – estão particularmente abrangidas.

Relevância do conhecimento sobre a existência das dívidas

É relevante destacar que o direito de impugnação não surge apenas pela existência de incertezas gerais do herdeiro sobre o alcance do espólio. O erro deve referir-se a uma obrigação específica e essencial, cuja existência, segundo o entendimento do tribunal, foi determinante para a decisão de aceitar a herança. No caso presente, o erro relativo à obrigação de arcar com os custos do funeral teve influência suficiente sobre a deliberação da herdeira.

Consequências da impugnação da aceitação da herança

Efeitos jurídicos para as partes envolvidas

A impugnação bem-sucedida da aceitação da herança faz com que a sucessão hereditária deixe de produzir efeitos retroativamente. Não existem mais direitos contra o suposto herdeiro provenientes do espólio – como o reembolso de custos de funeral já pagos – desde que a impugnação tenha sido declarada de forma válida. A decisão do Tribunal Regional de Frankenthal ressalta ainda que terceiros – como empresas funerárias – também podem ser afetados por essa situação.

Ajuste retroativo da situação jurídica

Ao reconhecer o direito de impugnação, o falecido é considerado como se a herança nunca tivesse sido aceita. O desfazimento retroativo abrange também prestações que já tenham sido realizadas, desde que tenham tido por fundamento a qualidade de herdeiro.

Importância para a administração do espólio

A decisão do tribunal destaca a importância da verificação e avaliação cuidadosa das dívidas do espólio antes da aceitação da herança. As consequências de um erro posterior podem ser graves e ter efeitos jurídicos significativos.

Para pessoas que enfrentam questões relacionadas a herança, responsabilidade hereditária ou dívidas do espólio, é recomendável que todos os aspectos da administração do espólio sejam analisados por um especialista. Informações adicionais e orientação jurídica individual no âmbito do direito sucessório podem ser obtidas junto à MTR Legal Rechtsanwälte pelo seguinte link: Consultoria jurídica em direito sucessório.

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Autoridade supervisora investiga Schufa devido a informações insuficientes sobre o score https://www.mtrlegal.com/pt/autoridade-supervisora-investiga-schufa-devido-a-informacoes-insuficientes-sobre-o-score/ https://www.mtrlegal.com/pt/autoridade-supervisora-investiga-schufa-devido-a-informacoes-insuficientes-sobre-o-score/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:34:39 +0000 https://www.mtrlegal.com/aufsichtsbehoerde-prueft-schufa-wegen-mangelhafter-score-auskunft/ Decisão do Tribunal Administrativo de Wiesbaden sobre a atuação de supervisão contra a Schufa

A jurisdição administrativa já teve de lidar repetidamente com o alcance das obrigações de informação das agências de crédito em relação às pessoas afetadas. Recentemente, o Tribunal Administrativo de Wiesbaden tratou, em sua decisão de 29 de dezembro de 2023 (processo nº 6 K 788/20.WI), da questão de em que medida a legislação de proteção de dados permite que a Schufa Holding AG, ao fornecer informação sobre o score, informe sobre os fatores utilizados no cálculo, mas não revele os pesos exatos.

Contexto do processo

O desencadeador do processo foi a intervenção da autoridade supervisora de proteção de dados, que criticou o fato de que a forma como a Schufa fornecia informações às pessoas afetadas não garantia suficientemente os seus direitos de acesso nos termos do art. 15 do RGPD. Concretamente, a autoridade contestou que as informações fornecidas pela Schufa sobre os valores do score apresentavam apenas em termos gerais as bases de cálculo por trás deles, de modo que as pessoas afetadas não podiam entender a tomada de decisão individual.

Obrigações do operador segundo o RGPD

Alcance da obrigação de informação

O processo girou principalmente em torno do alcance correto da obrigação de informação dos arts. 15.º, n.º 1 e 2 do RGPD. De acordo com isso, as pessoas afetadas têm o direito de exigir esclarecimento abrangente sobre os dados pessoais processados, incluindo “informações significativas sobre a lógica envolvida” nos processos de decisão automatizados.

Divulgação dos fatores de ponderação

No contexto da informação sobre o score, a Schufa comunicou às pessoas afetadas quais tipos de dados foram utilizados para determinar o valor do score e explicou os fatores gerais do cálculo. No entanto, a ponderação exata de cada ponto de dados permaneceu – justificando-se pelo segredo comercial – não revelada. A autoridade supervisora de proteção de dados exigiu, além disso, que também essas informações fossem especificadas concretamente.

Avaliação do Tribunal Administrativo

Ponderação entre obrigação de transparência e proteção de segredos comerciais

O Tribunal Administrativo de Wiesbaden concluiu que a prática adotada pela Schufa cumpre, em princípio, os requisitos da legislação de proteção de dados. Em especial, o tribunal determinou que o objetivo da transparência pode ser alcançado por meio da comunicação dos tipos de dados relevantes e dos funcionamentos gerais, sem restringir de forma desproporcional o interesse legítimo da empresa na proteção dos seus segredos comerciais.

Não há direito a informações adicionais sobre detalhes de ponderação

Como resultado, o tribunal não viu obrigação de conceder percepções detalhadas sobre cada fator de ponderação ou modelos matemáticos, além das informações já fornecidas. Isso prejudicaria a capacidade de funcionamento da agência de crédito na concorrência, sem que o ganho de informação para a pessoa afetada fosse significativamente elevado.

Relevância para empresas afetadas e responsáveis

A decisão do Tribunal Administrativo de Wiesbaden é altamente relevante para o tratamento de pedidos de informação por parte das agências de crédito e outros processadores de dados à luz do RGPD. A fundamentação do julgamento destaca que a proteção de segredos comerciais continua sendo plenamente considerada na definição das obrigações de informação. As empresas afetadas, no entanto, devem garantir que fornecem informações significativas sobre o funcionamento de seus processos de decisão automatizados.

Deve-se observar que, atualmente, ainda são possíveis recursos contra esta decisão (status de acordo com VG Wiesbaden, 6 K 788/20.WI), de modo que a situação jurídica ainda pode ser objeto de outras decisões judiciais. Portanto, presume-se a inocência de todas as partes envolvidas.

Necessidade de debate e enquadramento jurídico

Para as empresas responsáveis, a decisão continua a garantir certa margem de manobra sobre como elas cumprem as obrigações do art. 15.º do RGPD em relação a processos de decisão automatizados. No entanto, a regulamentação concreta continua a ser uma área do direito multifacetada e em constante evolução, que deve ser regularmente revisitada à luz de futuras decisões judiciais.

Aqueles que, diante da complexidade da legislação de proteção de dados, desejam uma análise fundamentada de seus processos relacionados aos direitos de informação e acesso previstos no Regulamento Geral de Proteção de Dados encontrarão informações adicionais e assessoria jurídica individual sobre privacidade na MTR Legal.

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Admissibilidade de tarifas anuais em contratos de poupança Riester analisada https://www.mtrlegal.com/pt/admissibilidade-de-tarifas-anuais-em-contratos-de-poupanca-riester-analisada/ https://www.mtrlegal.com/pt/admissibilidade-de-tarifas-anuais-em-contratos-de-poupanca-riester-analisada/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:34:05 +0000 https://www.mtrlegal.com/zulaessigkeit-von-jahresentgelten-bei-riester-bausparvertraegen-geprueft/ Decisão do OLG Frankfurt am Main sobre a admissibilidade de tarifas anuais em contratos de poupança Riester

O Tribunal Regional Superior de Frankfurt am Main (OLG) analisou no processo 17 U 190/23 a questão central de saber se as tarifas anuais cobradas em contratos de poupança Riester estão em conformidade com as disposições legais vigentes. O objeto da disputa foi a prática, contestada por uma associação de consumidores, de cobrar uma tarifa anual em relação a um contrato de poupança Riester. A organização de defesa do consumidor autora argumentou que tal taxa contrariaria normas pertinentes, em especial devido às diretrizes de incentivos aplicáveis aos produtos Riester.

Situação fática e andamento do processo

No caso concreto, o fornecedor de um contrato de poupança Riester previa uma tarifa anual em suas condições gerais de poupança. A autora utilizou esta cláusula como motivo para mover uma ação inibitória contra a instituição de crédito. Anteriormente, o tribunal de primeira instância já havia feito uma avaliação, que foi posteriormente reexaminada pela instância recursal do OLG.

Apreciação pelo OLG Frankfurt am Main

O OLG Frankfurt am Main rejeitou o recurso da associação de consumidores e confirmou – divergindo da posição da autora – a admissibilidade da tarifa anual também em contratos de poupança Riester. Na fundamentação do acórdão, o tribunal afirmou que a cobrança de uma tarifa anual contínua não viola as normas civis e regulatórias relevantes. Os juízes destacaram que a tarifa anual é parte integrante da principal obrigação contratual e, por esse motivo, está amplamente fora do alcance do controle de conteúdo conforme o § 307 do BGB.

Fundamentação jurídica pertinente e delimitação

O argumento central do colegiado foi classificar a tarifa anual como uma taxa pela administração central e gestão contratual no âmbito do contrato de poupança Riester. Além disso, foi afirmado que nem das disposições da Lei de Certificação dos Contratos de Previdência Privada (AltZertG) nem das normas do seu regulamento executivo (AltZertG-DV) decorre uma proibição expressa de tarifas administrativas correntes. Nesse sentido, o tribunal ressaltou que o legislador, no contexto do incentivo, não estabeleceu uma regulamentação exaustiva para excluir taxas administrativas e que a liberdade contratual – mesmo em produtos com incentivo estatal – permanece válida em princípio.

Critérios concretos para o controle de conteúdo

O OLG destacou especialmente os requisitos de transparência das cláusulas utilizadas. Segundo a avaliação do tribunal, a tarifa anual foi indicada de forma suficientemente clara e compreensível nas condições de poupança. Na visão dos juízes, não foi constatada desvantagem indevida. Tanto o valor quanto a regularidade da tarifa cobrada foram estruturados de maneira compreensível para as partes contratuais e não continham elementos abusivos.

Importância da decisão e futuro do processo

A decisão do OLG Frankfurt am Main ainda não é definitiva. Resta saber se haverá uma revisão pelo Tribunal Federal de Justiça. Até uma decisão final de instância superior, subsiste a insegurança jurídica relativamente a cláusulas semelhantes em contratos de poupança Riester. (Fonte: OLG Frankfurt am Main, acórdão de 2 de agosto de 2023 – 17 U 190/23)

Enquadramento jurídico e perspectiva

A decisão em questão evidencia os requisitos de conteúdo e de método para cláusulas de tarifas no contexto de produtos de previdência privada com incentivo estatal. Empresas e investidores envolvidos na elaboração de contratos de poupança Riester devem observar atentamente a situação jurídica vigente e eventuais desenvolvimentos na jurisprudência dos tribunais superiores.

Para questões aprofundadas sobre elaboração, verificação e aplicação de condições contratuais no setor bancário e questões regulatórias conexas, a MTR Legal Rechtsanwälte oferece apoio qualificado. Uma orientação inicial na área de direito bancário pode ser encontrada em Assessoria Jurídica em Direito Bancário.

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Novos detalhes sobre o artigo 1 ABR 20/24 em resumo https://www.mtrlegal.com/pt/novos-detalhes-sobre-o-artigo-1-abr-20-24-em-resumo/ https://www.mtrlegal.com/pt/novos-detalhes-sobre-o-artigo-1-abr-20-24-em-resumo/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:19:04 +0000 https://www.mtrlegal.com/neue-details-zu-artikel-1-abr-20-24-im-ueberblick/ Direito de cogestão na introdução do registro eletrônico de jornada de trabalho – Fundamentação da decisão do BAG

O Tribunal Federal do Trabalho da Alemanha (BAG) precisou, em sua decisão de 13 de março de 2024 (Ref.: 1 ABR 20/24), as condições legais para a participação do conselho de empresa na introdução de um sistema eletrônico de registro de jornada. A publicação dos fundamentos da decisão esclarece o papel dos órgãos previstos na Lei da Constituição das Empresas nesse contexto.

Situação inicial do processo

O objeto do processo era a questão de saber até que ponto o conselho de empresa tem direito de iniciativa quando o empregador ainda não implementou um sistema técnico para o registro sistemático do tempo de trabalho. O conselho de empresa exigiu a introdução de um sistema eletrônico e reivindicou o direito de cogestão de acordo com o § 87, inciso 1, nº 6 da BetrVG. A decisão do BAG foi proferida no âmbito de um procedimento perante a Junta de Conciliação.

Exclusão do direito de iniciativa do conselho de empresa

Delimitação de conteúdo segundo o § 87 da BetrVG

O BAG deixou claro que o direito de cogestão do § 87, inciso 1, nº 6 da BetrVG aplica-se exclusivamente ao tipo e à configuração de um sistema de registro de jornada já decidido. Não existe direito de iniciativa em relação à implementação inicial de tal sistema, caso o empregador não seja formalmente obrigado a implementá-lo. O tribunal rejeitou a possibilidade de obrigar o empregador, por meio da Junta de Conciliação, a implementar pela primeira vez um sistema eletrônico de registro de jornada.

Relevância da decisão

Além disso, o BAG faz referência à recente jurisprudência sobre a Lei do Tempo de Trabalho, segundo a qual os empregadores são, em princípio, obrigados a introduzir um sistema que documente o início e o fim da jornada diária de seus trabalhadores. No entanto, tal obrigação decorre diretamente da legislação de proteção ao trabalho e não foi objeto da decisão da Junta de Conciliação sobre o direito de cogestão.

Impactos para a prática empresarial

Precisão da cogestão

Na opinião do tribunal, permanece ao conselho de empresa o direito de cogestão quanto ao ‘como’ da introdução e configuração do sistema de registro de jornada, mas não quanto ao ‘se’. O significado do § 87, inciso 1, nº 6 da BetrVG concentra-se, portanto, em aspectos técnicos e organizacionais de sistemas já existentes, e não na decisão sobre a implementação fundamental do registro.

Limitação à obrigação legal

O BAG distingue ainda entre a cogestão empresarial e a obrigação legal de registro do tempo de trabalho. Se o empregador for obrigado a implementar o controle de jornada – por exemplo, em razão de exigências legais – seu poder de decisão a esse respeito é suprimido, e o direito de cogestão limita-se apenas à configuração do respectivo sistema.

Conclusão e contexto jurídico

A decisão do Tribunal Federal do Trabalho enfatiza a distinção entre deveres legais do empregador e os direitos coletivos de configuração do conselho de empresa. O direito de iniciativa do conselho permanece restrito às características de configuração de um sistema de registro de jornada. Os fundamentos da decisão do BAG estão disponíveis no site do tribunal (Fonte: https://www.bundesarbeitsgericht.de/entscheidung/1-abr-20-24/).

Empresas, conselhos de empresa e investidores devem considerar cuidadosamente a atual jurisprudência na organização operacional do registro de jornada. Em caso de dúvidas sobre os poderes de configuração conferidos pela Lei da Constituição das Empresas ou sobre obrigações correntes no controle de jornada, a equipe de consultoria da MTR Legal está à disposição para auxiliá-lo. Informações adicionais e formas de contato podem ser encontradas em Assessoria jurídica no direito do trabalho.

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Redução do imposto segundo § 34, parágrafo 3 do EStG é possível mesmo sem requerimento https://www.mtrlegal.com/pt/reducao-do-imposto-segundo-%c2%a7-34-paragrafo-3-do-estg-e-possivel-mesmo-sem-requerimento/ https://www.mtrlegal.com/pt/reducao-do-imposto-segundo-%c2%a7-34-paragrafo-3-do-estg-e-possivel-mesmo-sem-requerimento/#respond Tue, 30 Dec 2025 09:18:31 +0000 https://www.mtrlegal.com/steuerverguenstigung-nach-%c2%a7-34-abs-3-estg-auch-ohne-antrag-moeglich/ Requisitos para a redução do imposto segundo § 34, parágrafo 3 do EStG

O § 34, parágrafo 3 da Lei do Imposto de Renda (EStG) assegura aos contribuintes com rendimentos extraordinários – como aqueles provenientes, por exemplo, da dissolução de determinadas provisões ou de indenizações – o direito a benefícios fiscais por meio da aplicação de uma alíquota de imposto reduzida. No entanto, um aspecto central para a concessão desse benefício é a previsão legal de sua utilização única. Em especial, caso existam diversos rendimentos extraordinários no mesmo período de apuração, cabe ao contribuinte escolher quais rendimentos serão beneficiados.

Importância de um pedido expresso

Na prática administrativa e judicial fiscal, há controvérsia sobre se é necessária uma manifestação expressa de vontade do contribuinte ou se a simples fixação do imposto já resulta no chamado consumo do benefício. Conforme o texto do § 34, parágrafo 3, frase 2 do EStG, cabe formalmente ao contribuinte determinar para quais rendimentos deseja reivindicar a redução. Resta a dúvida se essa escolha deve ser feita ativamente mediante requerimento, ou se basta a aplicação de fato, efetuada pela repartição fiscal.

Decisão do Tribunal Fiscal de Hamburgo sobre o consumo do benefício

No despacho de 17 de outubro de 2024 (processo: 1 K 141/22), o Tribunal Fiscal de Hamburgo tratou da questão de saber se a primeira aplicação do benefício fiscal – mesmo sem requerimento explícito do contribuinte – já configura o seu “consumo” conforme o § 34, parágrafo 3, frase 2 do EStG. A situação analisada envolveu o fato de que a repartição fiscal havia concedido a redução do imposto sobre certo tipo de rendimento sem requerimento expresso.

Pontos centrais do entendimento do Tribunal Fiscal

O tribunal esclarece que o consumo do benefício ocorre já quando a repartição fiscal fixa o imposto de renda de acordo com rendimentos extraordinários e essa fixação torna-se definitiva para o contribuinte – mesmo que este não tenha feito uma escolha explícita ou apresentado requerimento específico. Com essa aplicação definitiva, o benefício fiscal para o respectivo período está exaurido. Assim, um pedido posterior para transferir a vantagem obtida para outros rendimentos do mesmo período de apuração ou para convertê-lo não tem mais respaldo legal.

O tribunal ainda ressalta que a lei não apresenta indícios de que apenas a apresentação ativa de um requerimento seria determinante para a consumação do benefício. O que prevalece é a primeira implementação definitiva do benefício fiscal pela autoridade fiscal.

Não há possibilidade de manter outras opções de escolha

No aspecto prático, significa que os contribuintes para os quais a repartição fiscal – mesmo sem requerimento especial – conceder o benefício do § 34, parágrafo 3 do EStG, devem considerar tal benefício como consumido. Assim, não é possível exigir posteriormente uma “melhor” atribuição fiscal ou o tratamento de outros rendimentos extraordinários conforme o § 34, parágrafo 3 do EStG. Esse entendimento está em consonância com o objetivo legislativo de restringir a redução do imposto a uma única vez por período de apuração para os rendimentos extraordinários.

Consequências do processo – Aviso sobre o recurso em andamento

No caso citado, há recurso pendente no Bundesfinanzhof (processo: VIII R 29/23). Por isso, os contribuintes devem observar que a decisão do Tribunal Fiscal de Hamburgo ainda não é definitiva, e aguardar o desfecho do procedimento recursal. Vale a presunção de inocência e a avaliação jurídica conclusiva dependerá da decisão do tribunal superior. A análise de casos individuais permanece sempre decisiva.

Acompanhamento individual em questões relativas à redução do imposto

A situação jurídica apresentada e o exame judicial evidenciam a complexidade das opções fiscais e suas consequências – especialmente no contexto de rendimentos extraordinários. Para empresas, investidores ou pessoas físicas de elevado patrimônio diante de situações individuais, é recomendável uma análise personalizada das possibilidades de planejamento tributário. Caso deseje avaliar as implicações fiscais para sua situação, entre em contato com a MTR Legal pelo seguinte link para uma consultoria jurídica especializada em Direito Tributário.

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Publicidade da Eurowings sobre compensação de CO2 gera discussões https://www.mtrlegal.com/pt/publicidade-da-eurowings-sobre-compensacao-de-co2-gera-discussoes/ https://www.mtrlegal.com/pt/publicidade-da-eurowings-sobre-compensacao-de-co2-gera-discussoes/#respond Fri, 26 Dec 2025 09:38:44 +0000 https://www.mtrlegal.com/eurowings-werbung-zu-co2-kompensation-sorgt-fuer-diskussionen/ Publicidade enganosa sobre compensação de CO2 da Eurowings – Decisão do Tribunal Regional Superior de Düsseldorf

O Tribunal Regional Superior de Düsseldorf decidiu, em 16 de dezembro de 2025 (Processo nº I-20 U 38/25), sobre uma afirmação publicitária da companhia aérea Eurowings referente à suposta compensação de CO2. A questão central era se a mensagem publicitária utilizada induzia o consumidor em erro quanto aos impactos ambientais das viagens aéreas oferecidas ou sugeria uma oferta climaticamente neutra que, de fato, não existe.

Situação fática e publicidade contestada

A Eurowings anunciava que clientes poderiam, ao adquirir uma compensação de CO2 paga à parte, realizar um voo praticamente “climaticamente neutro”. A publicidade transmitia a impressão de que as emissões de CO2 causadas pelo voo poderiam ser compensadas de forma imediata e completa.

O Centro Alemão de Defesa da Concorrência contestou essa afirmação publicitária. Em sua visão, a Eurowings criava a falsa impressão de uma compensação total e imediata das emissões liberadas. Na realidade, os pagamentos dos clientes eram apenas parcialmente reinvestidos em projetos de proteção climática, cujos efeitos ambientais ocorrem de forma retardada ou até incerta.

Decisão do Tribunal Regional Superior de Düsseldorf

O Tribunal Regional Superior de Düsseldorf constatou, em sua decisão, que a publicidade em questão era enganosa. Segundo o tribunal, os clientes atingidos pela publicidade esperam que, pelas expressões utilizadas pela Eurowings, ocorra uma neutralização imediata e completa das emissões de gases de efeito estufa geradas pelo voo. No entanto, as medidas de compensação efetivamente realizadas não atendem a essas expectativas.

O tribunal ressaltou, em especial, que a apresentação da neutralidade climática, no contexto dos voos anunciados, gera uma ideia equivocada no consumidor. As medidas de compensação não são realizadas simultaneamente ao voo, mas consistem principalmente no apoio a projetos ambientais de longo prazo. A impressão sugerida de um efeito climático imediato é considerada pelo tribunal como incorreta e capaz de influenciar o comportamento do consumidor no mercado.

Além disso, foi observado que a publicidade não informava suficientemente sobre como e em que extensão a compensação realmente ocorria. Assim, não estariam cumpridos os requisitos para uma afirmação publicitária ambientalmente admissível; ao contrário, seria considerada uma influência indevida conforme as normas do direito da concorrência.

O processo foi decidido por sentença após audiência pública. Segundo as informações disponíveis no momento da publicação, não foi admitido recurso.

Consequências para a prática publicitária das empresas

A decisão ressalta as elevadas exigências de transparência e veracidade para afirmações publicitárias de caráter ambiental. Empresas que anunciam produtos ou serviços sustentáveis ou ecologicamente corretos são obrigadas a fornecer informações precisas e verídicas sobre o real alcance de suas medidas. A neutralidade climática absoluta e imediata sugerida para um serviço como uma viagem aérea exige, de acordo com o tribunal, uma informação clara e completa sobre os mecanismos de compensação utilizados e seus efeitos reais.

Orientações para empresas sobre a prevenção de riscos concorrenciais

Diante da crescente relevância da comunicação empresarial sustentável, declarações claras e transparentes são fundamentais para minimizar contestações e o risco de litígios judiciais em matéria de concorrência. A íntegra da decisão está disponível no urteile.news sob o processo I-20 U 38/25.

Para empresas que desejam anunciar serviços ou produtos ambientais ou sustentáveis, a presente decisão é motivo para revisar cuidadosamente suas estratégias de comunicação e alinhá-las com as regulações aplicáveis, possibilitando, assim, uma atuação segura no mercado.

Para informações adicionais ou em caso de dúvidas jurídicas sobre publicidade e concorrência leal, o escritório MTR Legal está à disposição com sua atuação consultiva. Você encontra uma assessoria jurídica especializada em direito da concorrência em https://www.mtrlegal.com/offices/deutschland/wettbewerbsrecht/.

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Recusa de benefício no seguro de invalidez profissional: Quando a seguradora nega o benefício https://www.mtrlegal.com/pt/recusa-beneficio-seguro-invalidez-profissional/ Mon, 06 Oct 2025 08:27:08 +0000 https://www.mtrlegal.com/?p=214673 Controvérsia sobre a obrigação de cobertura do seguro de invalidez profissional

O seguro de invalidez profissional tem como objetivo oferecer uma importante proteção financeira para o caso em que o segurado não possa mais exercer sua profissão mais recente por motivos de saúde. Muitas pessoas contratam um seguro de invalidez profissional para proteger a si mesmas e seu futuro financeiro. Especialmente os afetados dependem urgentemente do pagamento no momento do sinistro e, diante de uma recusa de benefício por parte das seguradoras, frequentemente necessitam de apoio jurídico para garantir o recebimento do dinheiro. A recusa de benefício pelas seguradoras geralmente acarreta para os afetados perdas financeiras significativas e a perda de recursos.

Nos termos do § 172 da Lei do Contrato de Seguro (VVG), considera-se invalidez profissional quando o segurado não pode mais exercer, total ou parcialmente, sua última profissão devido a doença, lesão corporal ou esgotamento físico, presumivelmente de forma permanente, conforme explica o escritório de advocacia empresarial MTR Legal Rechtsanwälte, também atuante em direito securitário. As companhias de seguro têm muita experiência na análise dos pedidos de benefício e frequentemente recusam solicitações — nesses casos, é aconselhável consultar um advogado especializado para, se necessário, fazer valer seus direitos inclusive judicialmente. A obrigação do seguro de invalidez profissional de pagar o benefício, porém, é um ponto frequente de disputa entre as partes.

Direito ao benefício do seguro de invalidez profissional

A base para a obrigação de cobertura do seguro de invalidez profissional é o contrato de seguro. Nele são estabelecidas as condições sob as quais a seguradora deve pagar. As contribuições, especialmente aquelas pagas regularmente pelo segurado, são determinantes para a segurança financeira em caso de sinistro. Apesar do pagamento pontual das contribuições e do cumprimento das condições do seguro, o pagamento da aposentadoria por invalidez profissional no sinistro não é garantido. Frequentemente, estipula-se no contrato que o segurado precisa estar pelo menos 50% incapacitado profissionalmente. Isso significa que ele só pode exercer sua última atividade profissional pela metade ou menos. Não importa se a causa é uma doença física, psicológica ou mental.

Outra previsão comum é a chamada “prognose de seis meses”, prevista em muitos contratos. Ela determina que a invalidez profissional deverá durar, presumivelmente, no mínimo seis meses. Portanto, quem, por exemplo, fica afastado por dois meses devido a um burnout, geralmente ainda não tem direito ao benefício do seguro de invalidez profissional. O pagamento da aposentadoria depende do cumprimento de certos requisitos; caso não sejam atendidos, a seguradora pode se recusar a pagar. Se, segundo avaliação médica, não houver perspectiva de melhora do quadro de saúde nos próximos meses, geralmente configura-se a invalidez profissional, obrigando o segurador ao pagamento.

O ponto decisivo não é se o segurado poderia, em teoria, exercer outra atividade. O mais importante é se ele ainda consegue exercer sua última profissão como realmente a desempenhava. O segurador só pode remeter o segurado a outra profissão caso o contrato permita a chamada remissão abstrata.

Solicitação de aposentadoria por invalidez profissional

A invalidez profissional deve ser comprovada pelo segurado. Isso normalmente exige uma descrição o mais detalhada possível do perfil profissional e das atividades exercidas. As limitações de saúde existentes devem ser demonstradas por atestado médico ou, se necessário, por laudo pericial. Outros documentos médicos, como relatórios hospitalares ou comprovações de terapia, também podem ser úteis. Em geral, vale a regra: quanto melhor os documentos comprovarem as limitações no cotidiano profissional, maior a probabilidade de que o segurador reconheça o direito ao benefício. O pedido de benefício deve ser preenchido com especial cuidado, e todos os questionários relevantes da seguradora devem ser respondidos de forma completa e correta, a fim de evitar mal-entendidos ou problemas futuros.

Os documentos devem ser apresentados de forma tempestiva. Em cada questão apresentada pela seguradora no pedido de benefício, é importante responder de forma completa e verdadeira, pois erros nas respostas podem levar à negativa do pedido. Informações incorretas podem causar atrasos ou a rejeição do pedido.

Seguradora recusa benefício

Não é raro que o seguro de invalidez profissional negue o pagamento do benefício. Uma das razões mais frequentes é a falta de fundamento médico suficiente. A seguradora normalmente verifica, ela mesma ou por peritos externos, se a alegada invalidez profissional realmente existe. Durante a análise do pedido, os motivos e causas da recusa são avaliados detalhadamente. Especialistas, como advogados especializados ou consultores de seguros, podem apoiar os afetados a entender as razões da recusa e a fazer valer seus direitos perante a seguradora. Caso os médicos da seguradora cheguem a uma conclusão diferente da dos médicos assistentes do segurado, podem surgir conflitos. Outro motivo de recusa, especialmente em contratos antigos, pode ser a remissão abstrata. Isso significa que a seguradora considera outra atividade aceitável para o segurado. Em contratos mais recentes, porém, isso costuma ser excluído.

Outro ponto frequente de disputa é o descumprimento do dever de informação pré-contratual do segurado. Quem omite ou fornece incorretamente informações relevantes sobre saúde ao contratar o seguro de invalidez profissional está sujeito à contestação do contrato pela seguradora ou ao exercício do direito de rescisão. Nesses casos, a obrigação de cobertura pode ser cancelada retroativamente, mesmo que a atual invalidez profissional não tenha relação com a doença preexistente omitida. Outro motivo de recusa pode ser a falta de cooperação do segurado. Isso ocorre, por exemplo, quando não são apresentados documentos médicos, exames são recusados ou as atividades profissionais não são suficientemente descritas. Nesses casos, os segurados devem seguir as orientações de especialistas e avaliar as diferentes opções de como recorrer contra uma negativa, para fazer valer seus direitos ao benefício ou ao pagamento da aposentadoria por invalidez profissional.

A importância do dever de informação pré-contratual

O dever de informação pré-contratual desempenha um papel central no seguro de invalidez profissional e é de importância crucial para a cobertura do seguro. Já no momento da contratação do seguro de invalidez profissional, o segurado é obrigado a informar ao segurador todos os dados relevantes sobre sua saúde e riscos potenciais, de forma completa e verdadeira. Especial atenção deve ser dada às questões de saúde apresentadas durante a solicitação, pois elas servem de base para a avaliação do risco e para o dever futuro de pagamento da seguradora.

Se, ao responder às perguntas de saúde, forem cometidos erros ou omitidas informações relevantes, isso pode causar problemas significativos em caso de sinistro. No pior dos cenários, o segurador pode recusar o pagamento do benefício, impedindo que a aposentadoria por invalidez, muitas vezes necessária, seja paga. Especialmente na ocorrência do sinistro, quando o segurado depende do benefício do seguro de invalidez profissional, uma recusa pode ser uma ameaça à subsistência. Por isso, é aconselhável reservar tempo já na fase de solicitação e responder a todas as perguntas com atenção. Dúvidas não devem ser subestimadas — em caso de incerteza, a orientação de um advogado especializado em direito securitário ou de um especialista independente pode ajudar a evitar erros e garantir a cobertura do seguro.

O dever de informação pré-contratual também é fundamental para reivindicar direitos no futuro. Se houver recusa com base em suposta violação do dever de informação, o segurado só poderá fazer valer seus direitos se provar que respondeu corretamente e completamente a todas as perguntas. Nesses casos, a ajuda profissional muitas vezes é indispensável para proteger os próprios direitos e obter o benefício do seguro.

Resumindo: O preenchimento cuidadoso e verdadeiro das perguntas sobre saúde no momento da contratação do seguro de invalidez profissional é a base para uma cobertura confiável. Quem age com atenção e, em caso de dúvida, busca orientação especializada, se protege de problemas futuros e aumenta as chances de receber a aposentadoria por invalidez profissional acordada em caso de necessidade.

Comprovação médica é decisiva

O fator decisivo para a obrigação de cobertura do seguro de invalidez profissional é a comprovação médica de uma limitação permanente da capacidade laboral de pelo menos 50%. Caso haja disputa sobre a obrigação da seguradora em conceder o benefício, os segurados devem buscar orientação jurídica para fazer valer seus direitos. Advogados especializados podem aumentar significativamente as chances de êxito na reivindicação contra a seguradora.

MTR Legal Rechtanwälte assessora em direito securitário e em casos de problemas com o seguro de invalidez profissional.

Fique à vontade para entrar em contato!

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Intervalo entre a audiência e a sentença não se aplica aos processos arbitrais https://www.mtrlegal.com/pt/intervalo-entre-a-audiencia-e-a-sentenca-nao-se-aplica-aos-processos-arbitrais/ https://www.mtrlegal.com/pt/intervalo-entre-a-audiencia-e-a-sentenca-nao-se-aplica-aos-processos-arbitrais/#respond Tue, 23 Sep 2025 08:49:38 +0000 https://www.mtrlegal.com/abstand-zwischen-verhandlung-und-urteil-gilt-nicht-bei-schiedsverfahren/ Desvios no procedimento: Vinculação a prazos entre a audiência oral e a decisão em arbitragens

O Tribunal Superior Regional de Frankfurt am Main, em decisão recente (deliberação de 22 de abril de 2021, Az. 26 Sch 12/21), precisou o âmbito de aplicação dos prazos legais no processo civil em relação à arbitragem. A obrigação de observar um determinado período entre o encerramento da audiência e o momento da publicação da decisão judicial está claramente normatizada no direito processual para os tribunais estatais. Contudo, para os tribunais arbitrais, não existe uma regulação correspondente – e isso não é por acaso.

Princípios para a tomada de decisão nos tribunais estatais

Segundo o § 310, n.º 1, do ZPO (Código de Processo Civil), os tribunais estatais são obrigados, em regra, a anunciar ou entregar suas sentenças, no máximo, três semanas após o encerramento da audiência oral. Este prazo tem a finalidade de tornar a tomada de decisão compreensível, transparente e temporalmente definida para as partes. Além disso, um intervalo adequado impede que emoções da audiência final influenciem indevidamente a deliberação. Estes prazos atendem à necessidade de segurança jurídica e transparência nos procedimentos estatais.

Arbitragem: Regime processual próprio sem vinculação legal a prazos

Em contraste, a arbitragem é caracterizada fundamentalmente pela autonomia das partes. Nos termos do § 1042, n.º 4, ZPO, as partes – salvo acordo em contrário – são livres para estruturar o procedimento arbitral de forma independente, inclusive em relação à condução e à fixação de datas. Não se aplica à arbitragem qualquer prazo mínimo previsto especificamente para procedimentos judiciais entre a última audiência e a decisão, salvo se houver previsão distinta pelas partes.

Decisão do OLG Frankfurt am Main

No caso analisado, uma das partes contestou uma sentença arbitral argumentando que a decisão teria sido proferida precocemente após o término da audiência e, por isso, não atenderia aos padrões mínimos do Estado de Direito. O Tribunal Superior Regional de Frankfurt am Main rejeitou esse entendimento e esclareceu que os tribunais arbitrais não estão vinculados aos prazos decorrentes do § 310, n.º 1, do ZPO. Tais exigências não podem ser extraídas do direito processual arbitral.

Pelo contrário, o legislador, visando flexibilidade e eficiência, optou conscientemente por dispensar a fixação rígida de prazos especialmente em arbitragens. A autonomia das partes e a necessidade de confidencialidade e resolução célere de litígios são prioridades nesse contexto.

Constitucionalidade e requisitos do Estado de Direito

O tribunal apontou que os procedimentos definidos autonomamente pelas partes ou previstos no respectivo regulamento arbitral são, em geral, suficientes para garantir o direito de ser ouvido e um processo justo. Somente haveria violação de princípios fundamentais do Estado de Direito caso o procedimento se mostrasse arbitrário ou garantias processuais essenciais fossem desrespeitadas. No caso em questão, tais circunstâncias não foram constatadas.

Significado prático: Espaço para adaptação e segurança jurídica

A decisão do OLG Frankfurt am Main deixa claro que, ao firmarem acordos de arbitragem, as partes não abrem mão da proteção à transparência processual. Na verdade, têm a possibilidade de definir os padrões mais adequados para o seu litígio, desde que direitos processuais fundamentais sejam observados. Ainda assim, os tribunais arbitrais devem garantir o direito de ser ouvido e um processo justo – mas uma vinculação plena ao processo estatal não existe.

Desvios na arbitragem: oportunidades e desafios

Especialmente em disputas comerciais e de investimento internacionais, a arbitragem oferece grande flexibilidade. Para empresas, investidores e pessoas físicas de elevado patrimônio, isso significa, por um lado, procedimentos mais rápidos e maior confidencialidade, mas, por outro, requisitos mais rígidos quanto à formulação contratual de possíveis prazos e princípios processuais. A cuidadosa definição do regulamento arbitral pode, portanto, ter influência significativa sobre a eficiência e a transparência do procedimento.

Conclusão

A recente jurisprudência do OLG Frankfurt am Main destaca as particularidades do procedimento arbitral, especialmente quanto à sua flexibilidade na programação de audiências e prazos para prolação de decisões. O afastamento do direito processual estatal não é uma deficiência, mas sim expressão da autonomia regulatória das partes.

Se surgirem dúvidas adicionais sobre o procedimento, possibilidades de estruturação ou revisão de decisões arbitrais, os Rechtsanwälte da MTR Legal estão sempre à disposição, de forma confidencial, para fornecer informações e avaliações personalizadas.

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Plataforma de vendas é responsável pela ausência do botão de cancelamento https://www.mtrlegal.com/pt/plataforma-de-vendas-responsavel-ausencia-botao-cancelamento/ https://www.mtrlegal.com/pt/plataforma-de-vendas-responsavel-ausencia-botao-cancelamento/#respond Tue, 23 Sep 2025 08:35:15 +0000 https://www.mtrlegal.com/verkaufsplattform-traegt-verantwortung-bei-fehlendem-kuendigungsbutton/ Nova jurisprudência sobre responsabilidade das plataformas: Ausência de botão de rescisão em sites parceiros

O Tribunal Regional de Hildesheim proferiu, em decisão de 8 de março de 2024 (Az. 3 O 109/23), um acórdão significativo acerca da responsabilidade das plataformas de vendas no contexto dos requisitos de proteção do consumidor. Segundo esta decisão, os operadores de plataformas de e-commerce podem ser responsabilizados caso os fornecedores facilitados por eles não disponibilizem, em seus próprios websites, certas funcionalidades exigidas por lei – por exemplo, um botão de rescisão imediatamente visível e de fácil acesso.

Bases legais: § 312k BGB e a obrigação do botão de rescisão

Desde julho de 2022, o § 312k do BGB exige que contratos contínuos celebrados online ofereçam possibilidades de rescisão simples e imediatas, como um botão de rescisão colocado de maneira clara. Essa disposição faz parte das medidas regulatórias para fortalecer a proteção do consumidor no comércio digital, com o objetivo de permitir que consumidores encerrem contratos com poucos cliques e sem obstáculos.

Decisão do Tribunal Regional de Hildesheim: Foco nos operadores de plataformas

Contexto fático

A decisão teve como objeto uma ação da associação de defesa do consumidor contra o operador de uma plataforma de vendas que oferece a terceiros uma infraestrutura para apresentar e distribuir seus bens e serviços. O operador direcionava os consumidores, ao finalizarem assinaturas, para os sites desses terceiros. Contudo, nessas páginas faltava o botão de rescisão exigido por lei para contratos celebrados online.

No processo judicial, questionou-se se o operador do marketplace seria responsável por essa infração, embora a relação contratual concreta e o design do website fossem de responsabilidade dos próprios fornecedores terceiros.

Sentença e fundamentação

O Tribunal Regional de Hildesheim reconheceu a responsabilidade do operador da plataforma. O fator decisivo foi a estreita ligação entre a estrutura do marketplace e as páginas de oferta dos terceiros. O operador exercia considerável influência sobre o design das páginas de ofertas devido à integração técnica, econômica e organizacional. Ademais, a plataforma se beneficiava substancialmente da mediação de contratos.

O tribunal ressaltou que as obrigações de proteção do § 2 nº 11 UWG (Lei Contra a Concorrência Desleal) e os regulamentos de proteção do consumidor também abrangem fornecedores de infraestrutura dominantes ou essenciais, quando estes exercem influência relevante sobre infrações ou tornam-nas possíveis de forma causal. Assim, surgem deveres de verificação e supervisão para os operadores de plataformas caso participem da definição das condições para celebração de contratos.

Impactos sobre a distribuição digital

Importância para operadores de marketplaces

A decisão evidencia que plataformas digitais podem ser sujeitas a obrigações que vão além do mero papel de intermediárias. Os operadores devem, no âmbito de suas possibilidades organizacionais e técnicas, assegurar que seus parceiros contratuais cumpram integralmente as normas de proteção do consumidor. Especialmente em modelos de plataforma com elevado grau de integração, recomenda-se o monitoramento e ajuste contínuo dos processos para evitar multas ou reivindicações de cessação.

Consequências para fornecedores terceiros

Os fornecedores terceiros que oferecem bens ou serviços por meio de plataformas também serão indiretamente afetados por controles mais rigorosos. Contratos celebrados com base em uma implementação incompleta ou incorreta dos requisitos legais podem ser considerados inválidos e, portanto, contestáveis, o que pode acarretar consequências econômicas significativas.

Estado do processo e perspectivas

É importante observar que decisões judiciais em casos semelhantes ainda podem ter caráter individual, e uma definição da extensão total da responsabilidade das plataformas nos termos do § 312k BGB por parte dos tribunais superiores ainda não ocorreu. Empresas que atuam no comércio digital devem acompanhar de perto os desenvolvimentos atuais e avaliar regularmente suas condições legais.

Conclusão: Requisitos mais rigorosos de compliance no comércio eletrônico

A decisão do Tribunal Regional de Hildesheim manifesta uma tendência de regulamentação cada vez mais intensa dos modelos de negócios digitais em prol da proteção do consumidor. Plataformas de e-commerce e seus parceiros contratuais são obrigados a revisar continuamente suas infraestruturas e processos digitais para assegurar a conformidade com os requisitos legais atuais e realizar os ajustes necessários para mitigar riscos regulatórios de forma precoce.

Caso surjam dúvidas ou questões legais relativas à estrutura contratual de plataformas de e-commerce ou ao tratamento das normas de proteção do consumidor, os advogados da MTR Legal estão à disposição para fornecer uma análise individual da situação jurídica.

Fonte: LG Hildesheim, decisão de 08.03.2024, Az. 3 O 109/23; § 312k BGB; UWG

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